A Força negativa de palavras arrogantes.
“Mas você nunca faz nada direito” – é a frase mais comum e dita por milhares de gerentes, pais, irmãos, colegas todos os dias e a toda hora. Faz parte do cotidiano. Pertence a realidade. Lamentável. Uma frase de que destrói a auto-estima de milhões de pessoas. É a força da palavra dos arrogantes. Palavras destruidoras, desnecessárias e mentirosas. O ato de julgar as pessoas dessa forma parte apenas de uma verdade: A verdade de quem acha que manda; acha que pode mais; acha que é superior, mesmo que nem saiba que age assim ou tente mascarar essa verdade com um ar de benevolência. Acha... E apenas isso. Porque no fundo essa arrogância esconde um complexo de inferioridade tremendo, que precisa diminuir alguns para parecer que subiu um pouco. Além de precisar de tratamento, acaba prejudicando outros, que mais cedo ou mais tarde precisarão se tratar também. No tópico anterior falamos da força de um elogio sincero. Pessoas que usam de palavras arrogantes precisam urgente descobrir a força do elogio sincero. E não há nada melhor para a nossa auto-estima descobrir que com um ato contribuímos para a felicidade das pessoas próximas. O arrogante, sofredor de complexo de inferioridade age ao contrário do que deveria. Concentra-se em diminuir o próximo. Isso traz como reflexo as pessoas se sentido mal na presença do arrogante, que por sua vez desconfia mais que as pessoas o detestam, o que no fundo é real, graças ao seu empenho para que assim seja. Se você suspeita que anda magoando pessoas e acha que isso é normal, está na hora de repensar as atitudes e principalmente as palavras. Nada justifica o uso de palavras grotescas com quem quer que seja. Olhar para o dicionário e redescobrir a força das palavras pode ajudá-lo a melhorar relacionamentos e aumentar sua auto-estima. Pense nisso... Abraços.
15 Oct, 2008 - cleiton - Ler e Escrever Comentários [ 1 ]
A Força de um elogio sincero.
Num mundo onde a verdade é relativa e os interesses falam mais alto, pessoas que conseguem ultrapassar a barreira da hipocrisia e perceber na simplicidade das pessoas o verdadeiro valor que elas possuem é algo sublime. A onda positivista do fim do século XX deixou meloso o elogio. Ficou um elogiar por elogiar e isso soa estranho. Soa falso. Reconstruir nosso interior, de forma que possamos se colocar no lugar do outro, nos dá a oportunidade de conhecer de verdade as forças e as fraquezas de cada um. A partir daí, o ato de elogiar tem outro significado, passa a ser o ato do reconhecimento, da sinceridade e não de caridade. Elogiar por caridade diminui as pessoas. Por arrogância, muitas pessoas desconhecem palavras de reconhecimento sincero, inclusive as mais comuns, como um “Muito Obrigado” ou “Gostei disso, "Legal”... O próximo tema trata justamente disso: A arrogância. A dica de hoje é válida para todos nós. Se palavras de reconhecimento andam sumidas do nosso cotidiano, é era de redescobri-las, nem que seja usando o dicionário. Ah! Mas eu planejo que deve ser assim, deve ser assado... Tenha sempre em mente que o que sonhamos sempre pinta um quadro perfeito, mas quando a realidade chega nunca é como foi sonhado, a menos que... a menos que saibamos valorizar o que temos de fato. Somente assim o quadro da realidade terá um valor maior que o imaginado. E neste quadro da realidade estão as pessoas. Cuidado para não dar mais valor ao que você projeta no quadro imaginário do que no quadro da realidade.
15 Oct, 2008 - cleiton - Ler e Escrever Comentários [ 1 ]
Tempo de política: A leitura dos candidatos.
Em pleno período eleitoral, podemos perceber claramente candidatos tentando conversar com a população, utilizando uma tática de leitura. A grande maioria não consegue esconder a tática e a conversa soa artificial e frustrante para o ouvinte. A dica de hoje, serve para candidatos e qualquer pessoa, que em qualquer momento da vida deseje conversar com ouvintes utilizando a leitura de um texto.
· Se não tem uma boa leitura, esqueça. Não adianta tentar iludir. Leitura cheia de tropeços nunca vai soar natural. Simule entrevistas, onde o interlocutor faça perguntas e você responda de forma natural e espontânea, como se estivesse ao vivo. O preparo e o domínio do assunto é inevitável. Mas é o mínimo que um candidato pode ter: Conhecimento de causa.
· Se tem condições plenas de fazer uma boa leitura, procure imaginar o grande público que estará na Audiência, o que essas pessoas estão fazendo (tomando café, almoçando) e você estará nesse meio, conversando com essa gente. Tenta colocar expressões mais fortes ou emotivas onde o texto permitir. Usar de movimentos das mãos, como se os movimentos reforçassem suas palavras, ajuda a dar eloqüência ao que está sendo dito, tornando o tom mais natural.
· Não deixe seus assessores colocarem palavras que nunca poderiam estar em seu vocabulário. Uma ou outra até pode contribuir. Mas encher de palavras complicadas e quase nunca usadas por você, não soaria nada natural ou seria facilmente perceptível que tais palavras não são suas.
Tais dicas visam não iludir ouvintes, mas deixar a comunicação menos chata e mais respeitosa para com as pessoas. Esse foi o café de hoje. Abraços. Até o próximo.
· Se não tem uma boa leitura, esqueça. Não adianta tentar iludir. Leitura cheia de tropeços nunca vai soar natural. Simule entrevistas, onde o interlocutor faça perguntas e você responda de forma natural e espontânea, como se estivesse ao vivo. O preparo e o domínio do assunto é inevitável. Mas é o mínimo que um candidato pode ter: Conhecimento de causa.
· Se tem condições plenas de fazer uma boa leitura, procure imaginar o grande público que estará na Audiência, o que essas pessoas estão fazendo (tomando café, almoçando) e você estará nesse meio, conversando com essa gente. Tenta colocar expressões mais fortes ou emotivas onde o texto permitir. Usar de movimentos das mãos, como se os movimentos reforçassem suas palavras, ajuda a dar eloqüência ao que está sendo dito, tornando o tom mais natural.
· Não deixe seus assessores colocarem palavras que nunca poderiam estar em seu vocabulário. Uma ou outra até pode contribuir. Mas encher de palavras complicadas e quase nunca usadas por você, não soaria nada natural ou seria facilmente perceptível que tais palavras não são suas.
Tais dicas visam não iludir ouvintes, mas deixar a comunicação menos chata e mais respeitosa para com as pessoas. Esse foi o café de hoje. Abraços. Até o próximo.
08 Sep, 2008 - cleiton - Ler e Escrever Comentários [ 0 ]
Qual a pronúncia? Gratúito? Gratuíto?
Esse é o meu calo. E todo mundo tem um ou vários. Mesmo os mais ferrenhos defensores da gramática dita culta e que certamente terão críticas quanto ao que vou opinar aqui, podem defender na teoria, que é horrível ouvir aberrações em palavras como gratuito.Mas na hora da verdade, que é a hora de por a boca no trombone, falar, dizer, manter a atenção do público, certamente a teoria não fecha com a realidade. Cometem os mesmos erros que qualquer simples mortal comete: pronúncia, concordância, explicação com falta de clareza, ñão conseuguem manter a atenção do ouvinte, entre outros. Não são eles que estão errados. Nem nós. O único erro que é cometido, é afirmar que a língua portuguesa é complicada, mas é, por ser a mais linda deste nosso grande planeta. Ora... Complicação nunca foi sinônimo de beleza. A mesma burocracia que impera em todos as repartições públicas deste país, desde o seu descobrimento, está instalada em nossa língua. A mesma fantasia maravilhosa que é a nossa constituição, que tem leis fantásticas, mas que não são cumpridas, é a fantasia da mais linda e cheia de leis e normas língua portuguesa. Qual a porcentagem de nossa população que domina ou chega perto de dominar os tais pretéritos do mais do que perfeito do passado do futuro do presente, do isso e daquilo. E quanto tempo perdido em sala-de-aula. E quanta ilusão. Afirmar isso não é demagogia. É simplesmente andar sobre a realidade. Mesmo os nobres professores de português, com os quais posso entrar em atrito, sabem a pequena parcela de alunos que leva a sério esse lance dos “pretéritos” pra além da hora da prova. Também defendo que devemos sempre buscar o melhor e acertar. Mas quando a complicação passa a ser maior que os benefícios é sinal de que algo não está certo. No caso do meu calo, o tal do “gratuito”, acho que nasci com um defeito psicolingüístico que me impede de saber a diferença entre dizer “gratúito” e “gratuíto”. Foquei na tentativa de resolver esse problema. Mas, não sei o motivo, meu cérebro não percebe a diferença quando alguém está dizendo de uma forma ou de outra. Em outras palavras. Tanto faz você dar ênfase no “u” ou no “i”. Sempre ouço da forma com que eu pronuncio. E qual a forma que eu pronuncio? Não sei. Quem percebe o erro sempre diz que o tal do “ito” fica muito em evidência. Tentaram dizer que falar “gratuito” deve ser como falar “muito”. Percebi a diferença. Ocorre que pra falar muito, em sua fonética está uma letra “n” - “muinto”, o que facilita bastante, mas vá tentar colocar um “n” no gratuito. E ainda há uma grande confusão em tudo isso. Alguns especialistas afirmam que o correto é assim. Outros dizem que é assado, e assim a dúvida prevalece.
Em função dessa dificuldade, descobri que em português, também há uma regra importante. Quando você, depois de muito lutar, descobre que não se dá bem com alguma palavra, deve fugir dela ou risca-la de seu dicionário. E assim estou fazendo. Troco a palavra que me complica, por um sinônimo. Afinal, evitar o erro também é uma maneira de acertar. E descobri que isso é grátis, free, sem custo, um brinde, não paga nada... Tudo isso, menos gratuito. Até porque depois de falar umas 10 vezes essa palavra, ninguém mais sabe se está falando do jeito certo.
De toda forma, minha opinião é a de que somos um povo que escreve mal, por que lê pouco. Lê pouco, porque lê mal. E isso precisa melhorar muito. Acredito que se facilitássemos um pouco o idioma, os resultados seriam bem melhores e teríamos muito mais tempo para corrigir os erros mais comuns do nosso dia a dia. Sou fã de quem fala corretamente, tanto é que sou casado com uma mulher formada em letras. Por gostar, segue abaixo, uma das dicas que achei das mais compreensíveis, mesmo que ineficiente para resolver o meu problema.
Qual é a pronúncia?
circúito
circuíto
gratúito
gratuíto
É claro que os acentos nos exemplos acima não existem, tendo sido colocados apenas para enfatizar a pronúncia. E é justamente a forma de pronunciar determinadas palavras que muitas vezes nos deixa atordoados.
É normal que, quando nos ensinam que não é correto dizer "circuíto" e gratuíto", fiquemos com certa dúvida. Afinal, é muito comum ouvirmos essas palavras pronunciadas assim, com ênfase na letra "i".
Para os gramáticos, devemos sempre respeitar a pronúncia culta. Para respeitar essa pronúncia, lembre-se de uma dica muito simples: pronuncie as palavras acima seguindo o exemplo de "muito". Ninguém fala "muíto", não é mesmo?
E as palavras "fluido" e "fluído"? Nesse caso a história é outra porque as duas palavras existem e têm significados diferentes. "Fluido" é, por exemplo, a substância que utilizamos nos freios dos automóveis. E "fluído" é particípio do verbo "fluir".
fluido = substantivo (corpo líquido ou gasoso que adquire a forma do recipiente em que está)
fluído = particípio do verbo "fluir" (correr em abundância, manar)
Vamos à pronúncia de outra palavra. Observe o trecho da canção "Não serve pra mim", um antigo sucesso de Roberto Carlos regravado pelo grupo Ira:
... Não quero mais seu amor,
não pense que eu sou ruim.
Vou procurar outro alguém
você não serve pra mim...
O pessoal do Ira pronuncia a palavra "ruim" com ênfase no "i". E é isso mesmo. São duas sílabas: ru-im. E essas sílabas formam um hiato.
Portanto nunca chame uma coisa ruim de "rúim" porque nesse caso ela pode ficar pior!
Em função dessa dificuldade, descobri que em português, também há uma regra importante. Quando você, depois de muito lutar, descobre que não se dá bem com alguma palavra, deve fugir dela ou risca-la de seu dicionário. E assim estou fazendo. Troco a palavra que me complica, por um sinônimo. Afinal, evitar o erro também é uma maneira de acertar. E descobri que isso é grátis, free, sem custo, um brinde, não paga nada... Tudo isso, menos gratuito. Até porque depois de falar umas 10 vezes essa palavra, ninguém mais sabe se está falando do jeito certo.
De toda forma, minha opinião é a de que somos um povo que escreve mal, por que lê pouco. Lê pouco, porque lê mal. E isso precisa melhorar muito. Acredito que se facilitássemos um pouco o idioma, os resultados seriam bem melhores e teríamos muito mais tempo para corrigir os erros mais comuns do nosso dia a dia. Sou fã de quem fala corretamente, tanto é que sou casado com uma mulher formada em letras. Por gostar, segue abaixo, uma das dicas que achei das mais compreensíveis, mesmo que ineficiente para resolver o meu problema.
Qual é a pronúncia?
circúito
circuíto
gratúito
gratuíto
É claro que os acentos nos exemplos acima não existem, tendo sido colocados apenas para enfatizar a pronúncia. E é justamente a forma de pronunciar determinadas palavras que muitas vezes nos deixa atordoados.
É normal que, quando nos ensinam que não é correto dizer "circuíto" e gratuíto", fiquemos com certa dúvida. Afinal, é muito comum ouvirmos essas palavras pronunciadas assim, com ênfase na letra "i".
Para os gramáticos, devemos sempre respeitar a pronúncia culta. Para respeitar essa pronúncia, lembre-se de uma dica muito simples: pronuncie as palavras acima seguindo o exemplo de "muito". Ninguém fala "muíto", não é mesmo?
E as palavras "fluido" e "fluído"? Nesse caso a história é outra porque as duas palavras existem e têm significados diferentes. "Fluido" é, por exemplo, a substância que utilizamos nos freios dos automóveis. E "fluído" é particípio do verbo "fluir".
fluido = substantivo (corpo líquido ou gasoso que adquire a forma do recipiente em que está)
fluído = particípio do verbo "fluir" (correr em abundância, manar)
Vamos à pronúncia de outra palavra. Observe o trecho da canção "Não serve pra mim", um antigo sucesso de Roberto Carlos regravado pelo grupo Ira:
... Não quero mais seu amor,
não pense que eu sou ruim.
Vou procurar outro alguém
você não serve pra mim...
O pessoal do Ira pronuncia a palavra "ruim" com ênfase no "i". E é isso mesmo. São duas sílabas: ru-im. E essas sílabas formam um hiato.
Portanto nunca chame uma coisa ruim de "rúim" porque nesse caso ela pode ficar pior!
03 Jul, 2008 - cleiton - Ler e Escrever Comentários [ 0 ]
A força do sotaque
Está na Wikipedia:
Um sotaque é uma maneira particular de determinado locutor pronunciar determinados fonemas em um idioma ou grupo de palavras. É a variante própria de uma região, classe ou grupo social, etnia, sexo, idade ou indivíduo, em qualquer grupo linguístico, e pode-se caraterizar por alterações de ritmo, entonação, ênfase ou distinção fonêmica. É também o nome usado para a pronúncia imperfeita de um idioma falado por um estrangeiro.
Conheci um diretor de faculdade, que viveu seus primeiros anos de vida em uma das várias regiões brasileiras onde o sotaque é forte. Não lembro se ele era do norte do Paraná, interior paulista e de Minas Gerais. Esse diretor, apesar dos anos acadêmicos não conseguiu abandonar o sotaque. Para ele, blusa não era blusa e sim: brusa. Calma era carma e assim por diante. Os críticos de plantão certamente iriam tecer comentários negativos a respeito. Penso diferente. Tendo faculdade, especialização e mestrado e um currículo invejável, não creio que o mesmo fale assim por não saber a pronúncia correta, mas por valorizar sua história, suas raízes e como foi feita sua personalidade fonética. E creio, que por este mesmo motivo milhares de pessoas consideradas extremamente cultas não abandonam seus sotaques regionais. Mas, também acredito que isso demonstra como ainda é fraca a força do português. Suas infinitas complicações dificultam a correção de características simples com a substituição do “L” pelo “R”. Pode ser um idioma lindo, o mais belo do mundo. Mas os seus pretéritos do mais que perfeito do futuro do passado, não contribuem para que a grande massa fale e escreva com perfeição. Falo isso, porque mesmo apesar de usar a comunicação há quase 20 anos e valorizar muito a perfeita oratória, constantemente sou vítima dessas complicações, seja na hora de falar ou na hora de escrever. Num tempo, onde a escrita é mais necessária do que nunca (graças aos bate-papos, orkut, msn, computador), percebe-se como a burocracia está presente até no nosso idioma. Também acho lindo o português bem falado, mas nem por isso podemos deixar de discutir como torna-lo mais real em nosso cotidiano, caso contrário será um eterno idioma perfeito de livros de ortografia, português e na imaginação dos donos das cadeiras da Academia Brasileira de Letras, visto que nem esses conseguem usar o português mais que perfeito na hora da verdade, que é quando estamos falando, tirando a prosa do verso, cara a cara ou frente ao microfone ou mesmo aqui digitando essas palavras, já que num piscar de olhos será possível encontrar inúmeros erros de português aqui também. Mas, já que não sou formado em letras e sou adepto da praticidade, creio que o mais importante é ser entendido e ter dado o recado. Agora, não tenha dúvida que mesmo diante da dificuldade, quanto mais correto melhor.
Um sotaque é uma maneira particular de determinado locutor pronunciar determinados fonemas em um idioma ou grupo de palavras. É a variante própria de uma região, classe ou grupo social, etnia, sexo, idade ou indivíduo, em qualquer grupo linguístico, e pode-se caraterizar por alterações de ritmo, entonação, ênfase ou distinção fonêmica. É também o nome usado para a pronúncia imperfeita de um idioma falado por um estrangeiro.
Conheci um diretor de faculdade, que viveu seus primeiros anos de vida em uma das várias regiões brasileiras onde o sotaque é forte. Não lembro se ele era do norte do Paraná, interior paulista e de Minas Gerais. Esse diretor, apesar dos anos acadêmicos não conseguiu abandonar o sotaque. Para ele, blusa não era blusa e sim: brusa. Calma era carma e assim por diante. Os críticos de plantão certamente iriam tecer comentários negativos a respeito. Penso diferente. Tendo faculdade, especialização e mestrado e um currículo invejável, não creio que o mesmo fale assim por não saber a pronúncia correta, mas por valorizar sua história, suas raízes e como foi feita sua personalidade fonética. E creio, que por este mesmo motivo milhares de pessoas consideradas extremamente cultas não abandonam seus sotaques regionais. Mas, também acredito que isso demonstra como ainda é fraca a força do português. Suas infinitas complicações dificultam a correção de características simples com a substituição do “L” pelo “R”. Pode ser um idioma lindo, o mais belo do mundo. Mas os seus pretéritos do mais que perfeito do futuro do passado, não contribuem para que a grande massa fale e escreva com perfeição. Falo isso, porque mesmo apesar de usar a comunicação há quase 20 anos e valorizar muito a perfeita oratória, constantemente sou vítima dessas complicações, seja na hora de falar ou na hora de escrever. Num tempo, onde a escrita é mais necessária do que nunca (graças aos bate-papos, orkut, msn, computador), percebe-se como a burocracia está presente até no nosso idioma. Também acho lindo o português bem falado, mas nem por isso podemos deixar de discutir como torna-lo mais real em nosso cotidiano, caso contrário será um eterno idioma perfeito de livros de ortografia, português e na imaginação dos donos das cadeiras da Academia Brasileira de Letras, visto que nem esses conseguem usar o português mais que perfeito na hora da verdade, que é quando estamos falando, tirando a prosa do verso, cara a cara ou frente ao microfone ou mesmo aqui digitando essas palavras, já que num piscar de olhos será possível encontrar inúmeros erros de português aqui também. Mas, já que não sou formado em letras e sou adepto da praticidade, creio que o mais importante é ser entendido e ter dado o recado. Agora, não tenha dúvida que mesmo diante da dificuldade, quanto mais correto melhor.
16 May, 2008 - cleiton - Ler e Escrever Comentários [ 3 ]
Respiração e a Oratória
Muitas pessoas têm sérias dificuldades em concluir uma frase adequadamente ou mesmo algumas poucas palavras, tudo graças a falta de ar ou uma sensação que o ar nos pulmões é pouco ou aparenta ser insuficiente para o ato de falar bem. E é. Possivelmente a pessoa foi acondicionada a uma respiração errada, inspirando menos ar do que poderia, geralmente motivado por stress, correria ou costumes inadequados, como puxar o ar pela boca, pois respirar, apesar de ser um ato automático, também sofre com nossas manias e principalmente com nosso estado psíquico. Você tem esse problema? Essa sensação de que o ar é pouco para falar pequenas frases sem interrupção? Está falando e tem que repetidamente puxar forte o ar, para aliviar a sensação de que está com pouco oxigênio?
Tudo é uma questão de aprendizagem. A principal dica é: Observe como você respira. Quando puxa o ar, qual parte enche mais? A parte do peito ou meio abdômen? Quando o peito fica mais destacado, ao invés da barriga, que até mesmo encolhe, é sinal que você está usando mais a parte superior dos pulmões, não utilizando todo o potencial do sistema respiratório. A respiração adequada é aquela em que todo o pulmão é preenchido pelo ar, fazendo com que haja a movimentação do diafragma, projetando ligeiramente a barriga. Esse é a maneira nata da respiração e a correta, inclusive atuando na prevenção da flacidez na barriga. Uma maneira boa para reaprender a respirar corretamente, é, ao deitar-se fazer vários minutos de respiração tentando mexer o mínimo o peito e ao máximo os pulmões. Literalmente sua barriga (músculo diafragma) deve projetar-se, crescer e não o peito. Quanto mais fundo respirar, mais o ar vai invadido seus pulmões. Mais você vai sentir o maravilhoso ato de respirar bem e seus inúmeros benefícios. A sensação imediata é a de estar desenferrujando os pulmões. Dúvida? Faça isso agora. 5 respirações (de barriga) bem fundas e demoradas e terá essa sensação já. Foi assim, que ainda nos meus primeiros anos profissionais reeduquei minha respiração. Trocar a respiração parcial, pela respiração diafragmática é o primeiro passo e talvez o mais importante. O segundo passo são exercícios aeróbicos, principalmente caminhadas e corridas leves. Assim fazendo, seu pulmão irá se expandir, abrir mais espaço para o ar entrar, conseqüentemente ele estará exercitando-se, que como em tudo no corpo é fundamental para afastar a rigidez, a ferrugem, a falta de elasticidade ou a sensação de que está com a esponja pulmonar pesada, sem uso.
A terceira dica é para aquelas pessoas que simplesmente esquecem que respirar faz parte da vida e do ato de falar. Tem gente, que simplesmente quer falar tudo sem respirar. Chega no fim da conversa desmaiando e matando as palavras. Neste caso, a leitura em voz alta é a melhor maneira para a reeducação. Ler, observar pontos, vírgulas e outros sinais. Eles existem para que possamos as pausas necessárias para dar sentido ao que está sendo dito e que são fundamentais para a respiração.
Deste o primeiro texto deste blog, nosso objetivo foi claro. Repassar nossas experiências da prática, do dia-a-dia para pessoas de todo o Brasil. Sem complicar, oferecer dicas que sejam de fácil entendimento, para solucionar problemas do seu cotidiano no ato de falar. A sua contribuição é deixar seu comentário abaixo. Diga de onde você é. Se gostou ou se valeu a pena. Essa é a nossa motivação para escrever mais. Até a próxima Pausa Para Um Café. E olha que esse cafezinho de hoje estava delicioso. Abraços.
Palestrante Cleiton Basso
Tudo é uma questão de aprendizagem. A principal dica é: Observe como você respira. Quando puxa o ar, qual parte enche mais? A parte do peito ou meio abdômen? Quando o peito fica mais destacado, ao invés da barriga, que até mesmo encolhe, é sinal que você está usando mais a parte superior dos pulmões, não utilizando todo o potencial do sistema respiratório. A respiração adequada é aquela em que todo o pulmão é preenchido pelo ar, fazendo com que haja a movimentação do diafragma, projetando ligeiramente a barriga. Esse é a maneira nata da respiração e a correta, inclusive atuando na prevenção da flacidez na barriga. Uma maneira boa para reaprender a respirar corretamente, é, ao deitar-se fazer vários minutos de respiração tentando mexer o mínimo o peito e ao máximo os pulmões. Literalmente sua barriga (músculo diafragma) deve projetar-se, crescer e não o peito. Quanto mais fundo respirar, mais o ar vai invadido seus pulmões. Mais você vai sentir o maravilhoso ato de respirar bem e seus inúmeros benefícios. A sensação imediata é a de estar desenferrujando os pulmões. Dúvida? Faça isso agora. 5 respirações (de barriga) bem fundas e demoradas e terá essa sensação já. Foi assim, que ainda nos meus primeiros anos profissionais reeduquei minha respiração. Trocar a respiração parcial, pela respiração diafragmática é o primeiro passo e talvez o mais importante. O segundo passo são exercícios aeróbicos, principalmente caminhadas e corridas leves. Assim fazendo, seu pulmão irá se expandir, abrir mais espaço para o ar entrar, conseqüentemente ele estará exercitando-se, que como em tudo no corpo é fundamental para afastar a rigidez, a ferrugem, a falta de elasticidade ou a sensação de que está com a esponja pulmonar pesada, sem uso.
A terceira dica é para aquelas pessoas que simplesmente esquecem que respirar faz parte da vida e do ato de falar. Tem gente, que simplesmente quer falar tudo sem respirar. Chega no fim da conversa desmaiando e matando as palavras. Neste caso, a leitura em voz alta é a melhor maneira para a reeducação. Ler, observar pontos, vírgulas e outros sinais. Eles existem para que possamos as pausas necessárias para dar sentido ao que está sendo dito e que são fundamentais para a respiração.
Deste o primeiro texto deste blog, nosso objetivo foi claro. Repassar nossas experiências da prática, do dia-a-dia para pessoas de todo o Brasil. Sem complicar, oferecer dicas que sejam de fácil entendimento, para solucionar problemas do seu cotidiano no ato de falar. A sua contribuição é deixar seu comentário abaixo. Diga de onde você é. Se gostou ou se valeu a pena. Essa é a nossa motivação para escrever mais. Até a próxima Pausa Para Um Café. E olha que esse cafezinho de hoje estava delicioso. Abraços.
Palestrante Cleiton Basso
04 Apr, 2008 - cleiton - Ler e Escrever Comentários [ 13 ]